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‘No que depender de nós, iremos derrotar o fascismo’, diz Iran Barbosa

Escrito por George W. Silva | Foto: Gilton Rosas on .

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Para Iran Barbosa, o Brasil não pode dar margem à aventura tenebrosa do fascismoPara Iran Barbosa, o Brasil não pode dar margem à aventura tenebrosa do fascismoO vereador Iran Barbosa, do PT, utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju, nesta quarta-feira, 10, para fazer um balanço sobre o resultado do primeiro turno da eleição para presidente da República. O parlamentar destacou que restaram dois projetos claros de nação e de sociedade para os eleitores decidirem que futuro querem para o Brasil: se o avanço, com o candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, ou o retrocesso e o ódio, com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

“Este momento eleitoral é de reflexão profunda e de tomada de decisão, e não há que se ter ilusão: o Brasil está passando vexame, mais uma vez, no exterior, por ter no segundo turno um candidato com ideias fascistas disputando a presidência, uma verdadeira excrescência e uma ameaça à democracia”, afirmou o petista.

Iran lembrou que, ao longo dos últimos anos, forças conservadoras da sociedade agrediram, desqualificaram e rotularam o Partido dos Trabalhadores e os ex-presidentes Lula e Dilma, de forma desrespeitosa e mentirosa, tentando imputar ao PT e às suas lideranças a responsabilidade sobre todos os problemas históricos do país. Mas, na visão de Iran, o povo não esqueceu do legado de conquistas sociais deixados pela passagem do PT pelos governos de Aracaju, de Sergipe e do Brasil.

“Tivemos no Brasil, nos 13 anos de governos do PT, incontestáveis avanços sociais e econômicos. Andei muito por este Estado durante a campanha e vi e senti a popularidade do ex-presidente Lula. E Lula é um símbolo do crescimento econômico e do desenvolvimento social que este país vivenciou durante os governos petistas”, afirmou.

Avanços petistas

Iran fez um paralelo com o Brasil anterior, de seu tempo, e as conquistas dos governos petistas, onde antes o salário-mínimo nunca passou dos 100 dólares, e os governos do PT adotaram uma política que resultou na valorização real do salário mínimo; o Brasil vivia altamente endividado junto aos organismos financeiros internacionais e de joelhos, e a dívida foi paga no governo Lula; em governos anteriores, o desemprego era galopante, e nos governos petistas, chegou-se ao pleno emprego, uma realidade rara no capitalismo.

“Todos os estudiosos de Economia sabem dessas conquistas; quem não fala ou nega é canalha e mente para a população”, disse, enfatizando, ainda, a elevação substancial do número de universidades e de oferta de vagas para universitários, muitos dos quais, oriundos das camadas mais pobres que dificilmente conseguiriam acessar o ensino superior se não fossem as políticas de inclusão social e educacional implementadas nos governos do PT.

Para Iran Barbosa, foram os avanços e as conquistas econômicas e sociais proporcionados pelos governos Lula e Dilma que provocaram a perseguição das elites, da grande mídia e dos conservadores daqui e de fora do Brasil ao PT, a seus filiados e às lideranças sociais petistas, através de campanhas difamatórias e com mentiras.

"Esses setores nunca tiveram compromisso com o avanço do Brasil e com os avanços das camadas populares. Não toleraram ver a empregada doméstica com direitos, os filhos dos pobres nas universidades, as minorias terem acesso a políticas públicas e não suportaram assistir à construção de uma rede social de proteção aos desvalidos do nosso país", disse o vereador.

História que se repete

Para Iran, a situação política do país chega ao extremo do absurdo ao ter um candidato à presidência da República que defende abertamente a ditadura e a tortura, e o olhos do mundo estão voltados para a eleição brasileira, denunciando o perigo iminente que ronda a nossa frágil democracia. O parlamentar lembrou que, em tempos de crise, muitas vezes produzida de forma proposital, pelo capital internacional, aparecem sempre as figuras messiânicas e salvadoras da pátria.

“Já vimos esse filme anteriormente com Fernando Collor. Ele foi alçado a salvador da pátria pelos mesmos golpistas de agora, pelos mesmos canalhas, pela mídia vendida e apoiadora da ditadura, pelas mesmas forças que produziram a crise. E os mesmos que o elegeram, depois o derrubaram. E são essas mesmas forças que agora alimentam a besta do fascismo. Agora que o fascismo encontrou adeptos, parcelas dos que estimularam seu crescimento, estão também com medo daquilo que eles mesmos criaram, no afã de destruir o maior partido de esquerda da América Latina”, avaliou.

“Mas o amor vencerá nesta eleição. O ódio não prosperará. No que depender de nós, iremos derrotar o fascismo e as suas propostas racistas, machistas, sexistas, homofóbicas, misóginas e que incorporam exatamente o projeto de destruição dos direitos trabalhistas e sociais instalados hoje no Palácio do Planalto, porque Bolsonaro é a versão ainda piorada do Temer. Neste segundo turno, nós iremos para as ruas e venceremos o ódio, elegendo Haddad presidente e vamos evitar que eles acabem com o 13° salário, com as férias dos trabalhadores, com a licença maternidade e vamos impedir que eles façam a reforma da previdência, pois eles têm dito abertamente, publicamente, que se forem eleitos, implantarão essas medidas, ou seja, farão um governo ainda pior do que o de Temer para os trabalhadores e para o povo pobre do nosso país, e farão isso sob os aplausos das elites usurárias daqui e de lá de fora. Mas, nós seremos a resistência que os derrotará!”, concluiu o vereador petista.