08/03/2010
Deputado participa da Marcha das Mulheres em Aracaju
O dia 8 de março foi, como era de se esperar, especial em Aracaju. Em comemoração aos 100 anos do Dia da Mulher, centena de sergipanas marcharam contra a opressão e a desigualdade de direitos que ainda persiste na sociedade. A 1ª Marcha Estadual das Mulheres Trabalhadoras de Sergipe foi organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), seguindo o calendário nacional e internacional da Marcha das Mulheres.
A marcha saiu da Praça da Bandeira em direção à Praça Fausto Cardoso, e contou com a presença de mais de 20 entidades do campo e da cidade, operárias, camponesas, prostitutas, empregadas domésticas e a comunidade LGBT, além de diversas entidades em defesa dos direitos humanos.
O deputado federal Iran Barbosa acompanhou a Marcha, levando o seu apoio e a sua disposição para ajudar, por meio do seu mandato, a superar as desigualdades ainda existentes entre homens e mulheres.
“Ainda vivemos numa sociedade extremamente machista, onde a mulher convive muitas vezes com a opressão e a violência, não tem respeitados os seus direitos, e ainda precisa lutar para ter acesso a espaços, como o da política, onde mesmo sendo a maioria na nossa sociedade, infelizmente essa relação não se repete”, lembrou Iran.
Para ele, atos como a marcha das mulheres devem servir de inspiração para que todas as mulheres possam cada vez mais estar se organizando para lutar por seus direitos e por mais espaço na sociedade.
“É com luta e organização que as mulheres abrirão os caminhos para que cheguemos a uma sociedade onde homens e mulheres compartilhem dos mesmos direitos, deveres e espaços, seja em casa, nos locais de trabalho ou na política”, disse.
Para Conceição Branco, da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT/SE, esta é a primeira marcha estadual que ocorre no Estado, e a sua importância é fundamental nos dias de hoje ao servir de palco para as denunciar a situação em que vivem as mulheres sergipanas.
“Hoje, nós temos um quadro devastador de precarização da mulher trabalhadora. De acordo com o que consta nas pesquisas do DIEESE, trinta por cento das mulheres recebem apenas um salário mínimo em nosso Estado, enquanto apenas 0,8 por cento das mulheres recebem uma remuneração acima de 20 salários mínimos, precisamos lutar contra esta realidade brutal para as trabalhadoras”, afirmou.
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